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Trânsito


Trânsito de Brasília piora e aumenta 8% ao ano

29/11/2007 15:27:41

O Distrito Federal está prestes a bater a marca de 1 milhão de carros em abril e a consolidar a segunda posição no ranking nacional de taxa de motorização, depois de São Paulo, conquistada ao longo de 2007. Atualmente existe um veículo para cada 2,6 pessoas na capital. Para se ter uma idéia do que isso representa, basta comparar com o estado de São Paulo, onde há um carro para cada grupo de 2,3 moradores. A situação é mais preocupante no DF porque o nosso território é quase 43 vezes menor do que o de São Paulo. A terceira e a quarta taxa de motorização estão em Santa Catarina e no Rio de Janeiro — onde é contabilizado um carro para, em média, 3,8 moradores.

Se hoje há quem reclame da lentidão do trânsito em vias como a Estrutural e a Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG), é bom se preparar para o pior. Se a taxa de crescimento da frota continuar nos patamares atuais de cerca de 8% ao ano e não houver uma mudança radical no transporte coletivo de passageiros, o brasiliense enfrentará engarrafamentos como os que ocorrem em São Paulo.

O fenômeno já existe, mas a tendência é piorar. Os transtornos não ocorrerão apenas em horários de pico, mas também ao longo do dia. Não haverá então outra alternativa a não ser do antipático rodízio, comum ocorre há alguns anos na capital paulista. Sem falar no agravamento da falta de vagas em estacionamentos públicos que, muito provavelmente, serão privatizados, e na piora da qualidade do ar.

Quem faz o prognóstico nada animador é o mestre em engenharia de Transportes e consultor do Conselho de Transportes de Santa Catarina, José Lelis de Souza. E não estamos falando de um futuro a perder de vista, em que apenas os bisnetos desta geração de motoristas sofrerão as conseqüências.

O cenário de caos é para, no máximo, daqui a 10 anos, acredita o secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga. “Precisamos dar a opção de transporte público rápido, seguro e barato, e fazer uma ampla campanha para incentivar o seu uso. É isso que vamos colocar em prática nos próximos dois anos com o Brasília Integrada (proposta que prevê a integração de ônibus e micrônibus ao metrô, mas que depende de verbas do Banco Interamericano de Desenvolvimento)”, assegurou.

Fonte: Correio Web



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