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Economia


18/07/2012 16h30m

Deu no G1


Dólares voltam a deixar o país na última semana, revela BC


Após registrar entrada de dólares no começo de julho, o Banco Central informou nesta quarta-feira (18) que houve mais saída do que entrada de recursos na economia brasileira na segunda semana deste mês, quando US$ 609 milhões deixaram o Brasil.

Este movimento foi responsável pela "virada" do fluxo cambial, que estava positivo na parcial até o dia 6 de julho. Com a contabilização da saída de dólares da semana passada, o fluxo ficou negativo em US$ 212 milhões no acumulado deste mês, até a última sexta-feira (13).

A saída de recursos do Brasil acontece em meio à nova etapa da crise financeira internacional. Nos últimos meses, as tensões estão associadas aos problemas na Grécia, que passa por dificuldades de pagamento de suas dívidas, e com outras economias da zona do euro, além de instituições financeiras da região.

 

Últimos meses e parcial de 2012
A saída de recursos do país, em um mês fechado, foi contabilizada apenas em maio deste ano, quando US$ 2,69 bilhões saíram do Brasil. Em junho, o movimento ficou positivo, mas em pequena proporção (+US$ 318 milhões).

 

Já no acumulado deste ano, ainda há mais entrada do que retirada de dólares do Brasil. Mesmo assim, o ingresso recuou frente ao mesmo período do ano passado. Na parcial de 2012, até 13 de julho, US$ 22,73 bilhões ingressaram no país, o que representa uma queda de 53,8% frente ao mesmo período do ano passado (US$ 49,2 bilhões).

 

Impacto na cotação do dólar
A saída de recursos no país, registrada no começo de julho, teoricamente contribui para a alta do dólar, segundo analistas. Isso porque, com menos dólares no país, seu preço tende, teoricamente, subir. No fim de junho, a moeda norte-americana estava cotada a US$ 2,01. Nesta quarta-feira, por volta das 12h40, o dólar estava sendo negociado por volta de R$ 2,02.

 

A alta do dólar, segundo analistas, além de encarecer viagens ao exterior, também pode pressionar a inflação. Por outro lado, dólar alto torna as exportações brasileiras mais baratas e encarece as compras feitas no exterior - melhorando as condições de competitividade da indústria nacional.


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