Na capital federal, em oito anos, ocorreu um aumento de 4,65%. Especialistas iniciam pesquisa para identificar as causas que fragilizam a saúde do recém-nascido.
O número de mães brasilienses que conhecem seus filhos antes de completar os nove meses de gestação aumentou nos últimos oito anos no Distrito Federal.
Segundo dados do Ministério da Saúde, mais bebês estão nascendo antes de concluir o período de formação dos órgãos. A prematuridade, conforme alertam especialistas, deixa o recém-nascido mais vulnerável a problemas de saúde, além de aumentar os riscos de contágios de doenças que os acompanham não só na infância, mas por toda a vida.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que bebês que vêm ao mundo precocemente têm menos chances de sobrevivência. Médicos aconselham as mães a optarem pelo parto normal e consideram a cirurgia cesariana uma das principais causas de nascimentos prematuros no país.
No Distrito Federal, apesar de a quantidade de nascidos vivos ter diminuído entre 2000 e 2008, o número de bebês que vieram ao mundo antes da 39ª semana de gestação não aumentou.
No início da década passada, em 2000, 47.251 mães deram à luz a seus herdeiros em hospitais do DF. Delas, 3.204 tiveram seus filhos antes do tempo.
Passados oito anos, em 2008, nasceram 4.097 crianças a menos nos hospitais distritais (43.154 bebês, ao todo), mas o número de herdeiros prematuros aumentou, superando em 149 crianças a quantidade registrada em 2000 — foram registrados 3.353 nascimentos prematuros. Um crescimento de prematuridade de 4,65%.
As causas conhecidas para os nascimentos prematuros são desnutrição materna, reduzida frequência ou ausência de pré-natal, falta de planejamento familiar, trabalho braçal extenuante, maior prevalência de doenças genito-urinárias, tabagismo, uso de drogas ilícitas, doenças como hipertensão específica da gravidez ou crônica e cirurgia cesariana,