O Banco Central quer ter em até 60 dias, no máximo, uma avaliação mais precisa sobre a situação de caixa do Cruzeiro do Sul, que sofreu intervenção na segunda-feira depois da descoberta de um rombo contábil de pelo menos R$ 1,3 bilhão. Com a conclusão desta fase, o BC poderia pôr outra vez em marcha o projeto de vender o controle da instituição. Segundo um executivo envolvido na investigação, a intenção é evitar que o Cruzeiro do Sul continue a "sangrar em praça pública", num momento em que o mercado põe em xeque o futuro de outros bancos de menor porte.
O Cruzeiro do Sul está sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet) pelo prazo inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Contratada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para realizar uma auditoria nas contas do banco, a PricewaterhouseCoopers (PwC) começou seu trabalho na tarde do dia seguinte ao da intervenção.