Diante do aumento dos casos de abusos, o Ministério Público do DF e a Ordem dos Advogados do Brasil decidiram se mobilizar para tentar controlar a atuação dessas entidades. As reclamações são relativas, principalmente, ao uso de brasões que se assemelham ao da República. Algumas instituições de arbitragem enviam documentos com expressões como "Poder Judiciário Arbitral" com símbolos quase idênticos aos do Tribunal de Justiça. Ao receberem comunicados com essas características, muitas pessoas - principalmente as mais humildes - se sentem na obrigação de respeitar e seguir todas as determinações daquele que se autointitula juiz.
Para submeter um caso à arbitragem, é preciso que haja consenso entre as partes. Ninguém pode ser convocado a participar de uma mediação se não tiver interesse. Se os dois ou mais envolvidos concordarem, podem levar o caso para uma câmara de arbitragem - que é obrigada a concluir os processos em no máximo seis meses. Se não houver acordo, o caso vai para a Justiça comum.