A coligação "O Brasil pode mais", do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, protocolou nesta quarta-feira (1º) no Tribunal Superior Eleitoral ação contra a adversária do PT, Dilma Rousseff, por causa da quebra de sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge e de outras pessoas ligadas à legenda, inclusive a filha do candidato tucano, Verônica Serra. Na ação, a coligação de Serra pede que a Justiça Eleitoral apure a prática de abuso de poder político e uso da máquina pública por parte da campanha da petista. Segundo o advogado da campanha de José Serra, Eduardo Alckmin, caso a Justiça Eleitoral entenda que houve abuso, pode aplicar pena de inelegibilidade e até de cassação de registro da candidatura de Dilma Rousseff. A ação contra a candidata petista foi encaminhada ao corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior.
Em entrevista concedida na noite desta quarta-feira ao telejornal SBT Brasil, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou que é a maior interessada na conclusão das investigações da Receita Federal sobre a quebra de sigilo. Ela ressaltou que espera que as investigações terminem antes das eleições. A candidata declarou ainda que, por causa do episódio, está sendo atacada de forma "leviana", e que seu principal adversário na disputa, o tucano José Serra, faz acusações contra ela e sua equipe de campanha sem apresentar "uma provar sequer". - A maior interessada sou eu. E quero mais uma vez, repudiar essa pratica sistemática de fazer acusações sem apresentar nenhuma prova - disse, ressaltando que existem vários casos de vazamento de informação que envolvem membros do PSDB, mas nem ela nem o partido os acusaram. Dilma ressaltou também que o vazamento ocorreu em setembro do ano passado, quando a campanha ainda não havia começado.
Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC), analistas do mercado financeiro esperam pela manutenção da taxa básica de juros - Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para amanhã (31) e quarta-feira (1º). Atualmente, a Selic está em 10,75%.
Neste ano, o Copom elevou a taxa básica de juros em abril (de 8,75% para 9,50% ao ano), em junho (para 10,25% ao ano) e em julho (para 10,75% ao ano).
